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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Como algumas coisas marcam... Uma lenda a gente não esquece!

Acredito que todo mundo tem guardado na memória algum filme ou alguns filmes que marcaram profundamente a sua infância. Eu tenho os meus, e decidi que vou dedicar-lhes um espaço todo especial no meu blog para falar um pouquinho daqueles que jamais esquecerei. Nesta lista aparecerá: A Canção do Sul, um clássico abandonado da Disney; Willow na Terra da Magia, A Lenda, O Mágico de Oz, Os garotos perdidos e por aí vai. Quero até poder escrever sobre filmes para criança que adulto adora. 
Bem, o escolhido da vez foi: A Lenda. Este filme foi transmitido algumas vezes pela Globo na sua Seção da Tarde, e já faz um bom tempo que o assisti pela última vez, mas a verdade é que não dá para tirar da cabeça aquele monstro vermelhos de chifres enormes (E não! Não é o Hellboy, mas aquele que o antecedeu kkk), aquelas fadinhas pisca-pisca, o belíssimo unicórnio e um Tom Cruise bem enxutinho. Essa combinação, faz deste filme uma excelente pedida no ramo de fantasia. 
Fazendo a pesquisa sobre esta obra, alguns detalhes foram me surpreendendo, e o primeiro deles foi sem dúvida alguma a direção do filme, que tem ninguém menos que Ridley Scott (Fiquei pasma aqui!). Foi rodado em 1985, com roteiro de William Hjortsberb. É classificado como Aventura, Fantasia e Romance. País de origem: Reino Unido e Estados Unidos. Com uma duração de 94 minutos. No elenco além de Cruise no papel de Jack, estão um tim Curry irreconhecível no papel do Lord das Trevas, Mia Sara, encarna a Princesa Lily. Aliados ao elenco principal de protagonistas estão David Bennent, Alice Playten, Billy Barty, Cork Hubbert e Kiran Shah. Este vai precisar de uma pequena sinopse, pois muitos podem não se lembrar, ou até mesmo nem conhecerem o filme. 
Então lá vai: O Senhor das Trevas deseja matar os últimos unicórnios existentes na terra, fazendo assim com que a escuridão caia sobre o mundo e ele possa sair de sua caverna onde está protegido da letal luz do sol. Mas apenas alguém pura e bela como a princesa Lily pode atrair os unicórnios. Capturada por uma armadilha, o Senhor das Trevas prepara uma cerimonia de casamento com a princesa Lili no qual ela irá matar o último unicórnio, causando a perdição em toda a humanidade. Então, o jovem Jack e um grupo de criaturas tem que entrar na caverna antes que a noite caia para sempre e confrontar o Senhor das Trevas num duelo onde eles vão precisar de toda a ajuda que puderem. 
Quando o assisti pela 1ª vez, o vi com o olhar de uma criança, que facilmente se impressiona e consegue reter na lembrança as coisas que gosta. Eu gostei muito dele, mas não sei qual seria a minha opinião agora depois de todos esses anos, e com o olhar de uma adulta. Na verdade, acredito que nem importa. O que realmente importa é como ele marcou minha infância e como me fez uma criança mais feliz, me ensinando a acreditar em fadas e unicórnios, em um mundo paralelo onde a magia a fantasia é possível. Agora peço desculpas aqueles que esperavam um tratado técnico sobre esta obra, a distância entre a última vez que o assisti e o momento em que escrevo neste blog, me impossibilita de falar um pouco mais sobre o filme. E também o fato de que não sou crítica de cinema e não entender lá muita coisa, mas apenas ser uma apaixonada por filmes, também me limitam muito quanto a esta questão. Confesso que fiquei com uma vontade enorme de rever este filme. Aqui me despeço com uma imagem que faz o herói Hellboy (apesar de bonzinho) sendo um demônio parecer um anjinho. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cinema. Por quê cinema?

Quando nos sentamos em frente à uma tela de cinema, muitos de nós desconhecem completamente os caminhos trilhados por diversos profissionais para que os filmes evoluissem ao que vemos hoje. A 7ª Arte, aquilo que definimos como cinema, nasce da genial idéia de dois irmãos franceses, August e Louis Lumière. Podemos dizer sem medo de errar que os primeiros passos desta arte não foram dados por meio de filmes, mas sim de pequeno documentários que retratavam cenas da vida cotidiana daqueles idos do século XIX. Hoje o cinema conta a seu favor com toda tecnologia de som e imagem, mas nem sempre foi assim. Foram necessários muitos experimentos e ousadia para criar inovações que fariam o cinema ter a cara que tem hoje. Que o cinema é uma Arte ninguém mais duvida. E já que esta grande criação cultural humana adquiriu status de arte, precisa ser vista e apreciada por nós como tal. Mas, diferente de categorias artísticas em que o artista trabalha na maioria da vezes sozinho. Esta obra de arte, para ser acessível ao grande público precisa de uma legião de profissionais especializados em diferentes ramos de atividades. Precisamos de roteirista, programadores, editores, diretores, produtores, artístas, e etc, só para citar alguns. O Cinema é uma obra coletiva, feita para a coletividade.  






Esta pequena introdução, por mais simplória que seja, pretende apenas iniciar de maneira bem rápida e direta o tema que serve como objetivo deste blog. É claro que não se pode falar de cinema, em algumas linhas, este é um tema que não se esgota. Porém, minha intenção não é cansar ninguém, pois terei muito espaço dentro deste blog para poder abordar novamente de forma mais abrangente este delicioso assunto. Em outras postagens, poderei falar de forma mais científica e histórica do cinema, falarei também de maneira mais descontraida sobre algumas das minhas obras de arte preferidas, e por aí vai. Por hoje é o suficiente. Procurarei dar sempre dicas de algumas películas, e tomarei como critério selecionar apenas aqueles que conheço, e aos quais tenho uma opinião definida. Deixo uma dica de filme: 

Edward Scissorhands (Título Original)

Ficha Técnica:
Título em Português: Edward Mãos de Tesoura
Lançamento: 1990
Direção: Tim Burton 
Elenco: Johnny Depp, Winona Ryder, Dianne Wiest, Anthony Michael Hall e etc.
Duração: 105 min

Gênero: Terror e Fantasia
Distribuição: 20th Century Fox


Falar um pouco deste filme é bastante especial. Primeiro porque este foi o 1º filme do Jhonny Depp que assistir na vida, assim como o 1º de Tim Burton. Hoje sou apaixonada pelos dois, e suas parceiras são tão desejadas como apreciadas por mim. E segundo por este conto moderno me parece muito uma adptação da clássica história da Bela e a Fera. Um monstro horrendo que precisa encontrar o amor de uma bela jovem e por meio dele se redimir. Mas, uma surpresa, o monstro se revela nem tão horrendo assim. Nesta história o pobre Edward é julgado e condenado por todos como um monstro feio e estúpido que precisa ser aniquilado, com excessão da jovem moçinha por quem se apaixona e aparentemente é correspondido. A palavra chave deste enredo não é Amor, mas em minha opinião é Preconceito. Preconceito ao que é diferente. Odiar o que difere de nós, o que nos assusta, nos dar medo, é uma característica comum ao ser humano.  Sua aparência o precede, e afastam as pessoas de seu convivio. Mas, ele é inocente, ingênuo e até mesmo puro.
Neste "conto de fadas", vemos uma figura lutar contra todos os preconceitos e dificuldade e tentar uma chance nessa selva implacável. Aqui considero Edward em parte parecido com todos nós que precisamos lutar por espaço e mostrar nosso valor. Mostrar que somos muito mais que aparência, somos essência. Não vou deixar aqui uma sinopse deste filme por acreditar que todo mundo o conhece. Sabem o que se passa em sua história. Mas, porque não falar dos aspectos técnicos desta obra? Então vamos lá. O enredo sombrio e emocionante foi escrito pelo próprio Tim Burton e por Caroline Thompson. A comovente trilha sonora é de Danny Elfman, para encontrá-la clique aqui! A direção de fotografia de Stefan Czapsky, o desenho de produção de Bo Welch, a direção de arte de Tom Duffield, o figurino de Colleen Atwood, a edição de Richard Halsey e os efeitos especiais de Dreamstate Effects e Stan Winston Studio. Viram só?! São necessários todos estes profissionais, além de muitos outros, para que um filme fique pronto. Como dito antes, Jhonny Depp encarna o herói e da vida ao jovem criado por um inventor, este vivido pelo incrível Vicent Price, que se destacou ao contracenar em filmes de terror e suspense. Ambos estavam em casa! Winnona Ryder dar vida a jovem Kim, sensível e doce garota. O elenco ainda composto por Kathy Baker, Robert Oliveri, Conchata Ferrell e Caroline Aaron é mais um ponto positivo deste filme. O filme levou um prêmio Saturno de 1991(EUA) na categoria Melhor Filme de Fantasia e um BAFTA 1992 (Londres) na categoria Melhor Produção de Arte, também ganhou o prêmio Sant Jordi 1992 (Espanha) na categoria de Melhor Atriz Estrangeira e Melhor Filme Estrangeiro. Esses são apenas alguns detalhes que fazem desta película uma ótima pedida em qualquer momento ou ocasião. Para complementar e colocar arremate de ouro,tenho algumas curiosidades bem legais sobre este filme: A maquiagem de Jhonny Depp levava 1:45 min para ficar pronta. Depp diz apenas 169 palavras ao longo do filme inteirinho. E essa aqui em adorei; A inspiração de Jhonny Depp foi o clássico O Gabinete do Dr. Caligari (Cabinet Of Dr. Caligari), em minha opinião um dos melhores filmes que já vi na vida. Será que o convenci a assistir Edward Mãos de Tesoura com essa minha prosa?! Sinceramente espero que sim. Abraço e até a próxima.